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O que fazer quando a Administração se recusa a medir os serviços executados?

  • Sandro Valerio
  • 23 de fev.
  • 3 min de leitura

A cena é clássica e, para o empresário, desoladora: a obra está concluída, o serviço foi prestado, o benefício à coletividade é visível. No entanto, o pagamento não chega. O motivo?  A Administração Pública simplesmente se recusa ou "esquece" de realizar a medição dos serviços.

Essa inércia calculada não é um mero entrave burocrático. É uma violação direta do contrato e da lei, que pode levar uma empresa à ruína financeira. O contratado se vê em um limbo, com custos acumulados e sem perspectiva de receita, refém da vontade de um agente público.

Mas você não está impotente. A lei oferece um arsenal para romper essa barreira.


A Ilegalidade da Omissão: O Estado Não Pode se Enriquecer às Suas Custas

O primeiro ponto a ser compreendido é que a medição dos serviços não é uma faculdade ou um favor da Administração. É uma obrigação, um ato administrativo vinculado. A recusa em realizá-la, após a devida conclusão da etapa, configura ato ilícito.

O princípio constitucional que rege a matéria é a vedação ao enriquecimento ilícito do Estado. A partir do momento em que a Administração aufere o benefício da sua obra, nasce para ela o dever de pagar. Reter o pagamento sob o pretexto de não ter realizado a medição é uma manobra que a Justiça repudia veementemente.


Então, Como Forçar o Pagamento e Proteger Seus Direitos?

Diante da recusa, a passividade é o caminho para o prejuízo. Uma postura estratégica e assertiva é a única resposta. O caminho para a vitória se divide em etapas claras:


1. A Notificação Extrajudicial: O Primeiro Movimento no Tabuleiro

Antes de qualquer medida judicial, é crucial constituir a Administração em mora. Uma Notificação Extrajudicial, elaborada com precisão técnica e jurídica, não é um simples pedido. É uma intimação que cumpre três objetivos táticos:

  • Oficializa o Atraso: Estabelece um marco temporal inequívoco da omissão do Poder Público.

  • Cria Prova Robusta: Serve como documento essencial para instruir uma futura ação judicial.

  • Estabelece um Ultimato: Fixa um prazo final para que a medição seja feita, sob pena de judicialização imediata.


2. A Via Judicial: Quando a Pressão se Torna Ação

Se a notificação for ignorada, o campo de batalha se move para o Judiciário. As armas são poderosas:

  • Ação de Cobrança com Produção Antecipada de Prova Pericial: Esta é a via mestra. Nela, solicitamos ao juiz que nomeie um perito judicial (um engenheiro ou arquiteto) para realizar a medição que o agente público se negou a fazer. O laudo do perito substitui o ato administrativo omisso e serve de base para a condenação do Estado ao pagamento integral do valor devido, acrescido de juros e correção monetária.

  • Mandado de Segurança: Em situações específicas, onde a prova da recusa é documental e irrefutável, esta ação de rito acelerado pode ser usada para obter uma ordem judicial liminar que obrigue a autoridade a cumprir seu dever de medir a obra.

Seu Arsenal Probatório: A Base para a Vitória

Nenhuma estratégia jurídica sobrevive sem provas. Antes de iniciar qualquer ofensiva, organize seu arsenal:

  • Diários de Obra (RDO): O coração da sua prova. Devem estar detalhados e, se possível, com o "ciente" da fiscalização.

  • Comunicações Oficiais: Todos os e-mails, ofícios e protocolos que demonstrem suas tentativas de solicitar a medição.

  • Relatórios Fotográficos e Vídeos: Imagens datadas que comprovem a evolução e a conclusão dos serviços.

  • Contrato Administrativo e Anexos: A lei que rege a sua relação com o Poder Público.


Não Lute Sozinho Contra o Sistema

Enfrentar a inércia da máquina pública exige mais do que paciência; exige estratégia, conhecimento especializado e uma postura combativa. A recusa em medir uma obra é um abuso de poder que pode e deve ser combatido.

A Advocacia Valerio é um escritório de alcance nacional, altamente especializado na defesa de empresas em licitações e contratos administrativos. Nossa atuação não se limita a reagir; nós antecipamos os movimentos da Administração, construímos teses inabaláveis e dominamos a narrativa para garantir o seu direito.

Sua obra tem valor. Seu trabalho precisa ser pago. Se a Administração Pública se recusa a reconhecer isso, entre em contato conosco. Nós sabemos como fazê-los cumprir a lei.

 

 
 
 

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